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O fato de ser um grande especialista compensa um tratamento seco?

O acesso agilizado à agenda, prontuários médicos informatizados, controle de guias, despesas, convênios, glosas, relatórios internos, ações de marketing, análise gerencial contábil… Hoje em dia, além de se preocupar com sua atividade fim, os médicos têm que dedicar boa parte de seu tempo para entender o funcionamento e o gerenciamento do próprio consultório. São muitas as alternativas tecnológicas que podem auxiliar estes profissionais nesta disputa de atenção entre seus diversos papéis: médico-empresário-administrador.

O desenvolvimento tecnológico da medicina obriga todos os envolvidos nesta prática – médicos, recepcionistas, atendentes, secretárias, fornecedores e até mesmo os pacientes – a estarem informados, capacitados e equipados. No entanto, em relação ao fator humano, é preciso voltar aos princípios pré-tecnológicos baseados no profissionalismo e na cortesia como elemento essencial no trato com o paciente. Ou seja, precisamos simplificar os trâmites burocráticos, evitando, por exemplo, secretárias eletrônicas com atendimento automático que trazem demasiadas opções e outras formas impessoais de atendimento. Somos latinos, damos absoluta importância ao trato pessoal.

A tecnologia da informação é uma ótima ferramenta para melhorar a administração do negócio, mas não são as máquinas que recepcionarão o seu paciente. Somente o homem pode e deve fazer isso. Os diversos avanços em tecnologia e telecomunicações tornam-se dispensáveis quando não há homogeneização entre infra-estrutura, processos e recursos humanos.  No setor de serviços é essencial a participação do ser humano no processo de solução de problemas.

O atendimento é a única maneira de garantir a sobrevivência de uma clínica ou de um consultório. São mais bem sucedidos os profissionais de saúde que mais prezam por um bom relacionamento com seus pacientes. E o segredo para tanto é desenvolver habilidades para atender bem.

Quem se propõe a se relacionar com os pacientes deve estar consciente de que o lado emocional deve estar muito bem trabalhado. É preciso estar satisfeito com seu trabalho para poder transmitir este contentamento ao paciente. O tom de voz, a expressão facial e, principalmente, as atitudes são as impressões que o paciente retém daquele que está prestando assistência médica.

Por Márcia Wirth

(reprodução autorizada com créditos)

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