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Como elaborar um bom site de saúde?

7 de fevereiro de 2018

Para ter uma postura pró-ativa na Internet e utilizar a web em seu favor, o profissional de Saúde precisa ser bem assessorado neste sentido, pois os benefícios da exposição na Internet caminham lado a lado com os riscos à imagem e à reputação no mundo virtual. Um comunicador que entende de Saúde sabe o que fazer com a grande oferta de vídeos on-line, com os mapas epidemiológicos virtuais, com o Second Life, ele compreende a importância dos fóruns e comunidades virtuais. Este profissional está apto a fazer uma leitura correta do comportamento do paciente em blogs e redes sociais, pois é neste meio que seus clientes irão encontrar seus atuais e futuros pacientes.

Para a área da comunicação, as potencialidades da Web 2.0. ainda estão se desenhando. São poucos os profissionais e respectivos clientes da área da Saúde que apostam em estratégias de comunicação que englobem mais do que um website. Nem mesmo os blogs, tão consolidados em outras áreas como ferramentas de comunicação, são vistos como possíveis espaços de interação médico-paciente.  A caminhada de mais de mil passos na Internet começa com a criação de um website e não termina mais, pois esta ferramenta puxa outras…

Ter um site pessoal não vai agregar valor ao trabalho do médico e a de outros profissionais de Saúde, mas ter um site que seja uma referência na sua especialidade pode resultar em bons negócios. Para atingir seu objetivo comercial, este site deve ser transparente, seu propósito deve estar claro: se é apenas educativo ou se tem fins comerciais na venda de espaço publicitário, produtos, serviços, atenção médica personalizada, assessoria ou aconselhamento. Também é obrigatória a apresentação dos nomes do responsável, mantenedor e patrocinadores diretos ou indiretos do site.

O médico que deseja que seu site seja bem visitado precisa fazer dele uma referência em sua especialidade e, para isso, é importante que esse ambiente virtual seja visualmente agradável, recheado de informações pertinentes e com um back off que o suporte, ou seja, sistemas humanos e materiais de alimentação e continuidade.

O site do profissional de Saúde, além de trabalhar para a construção de sua imagem e reputação na Internet, lhe permite ser visto e encontrado por pacientes que de outra forma não chegariam até ele. Estes espaços precisam ser muito bem pensados. Nada mais desanimador do que clicar num link patrocinado e se deparar com sites que parecem que não foram feitos para ser visitados, estão ali apenas para cumprir a “missão obrigatória” de colocar o profissional da Saúde na Internet. Não são mais admissíveis sites visualmente pobres, e em termos de informações, indigentes. São impensáveis sites onde o paciente não consegue, por exemplo, enviar um e-mail para o médico a partir da página que está visitando.

Colocar um site de Saúde no ar é um trabalho para profissionais. E não basta apenas construí-lo e entregá-lo ao cliente. Um site só se torna uma ferramenta útil para um profissional da Saúde quando ele passa a ser um dos meios de relacionamento primordiais com os internautas. Devido à facilidade tecnológica, cada vez é mais fácil criar uma página na web, qualquer pessoa pode criar um site e disponibilizar informações sobre saúde em qualquer lugar do planeta.

A questão não é mais disponibilizar a informação, mas definir a credibilidade do autor e a relevância do que está disponível na Internet.  A legislação vigente não consegue disciplinar a dinâmica dessa mídia global em tempo real. A mais efetiva solução até o momento tem se pautado na auto-regulação. Várias organizações sugerem normas e princípios nesse sentido como, por exemplo, a Health on the Net Foundation, a Internet Healthcare Coalition e o Journal of Medical Internet Research, dentre outros, que congregam entre seus pares profissionais da área de medicina, informática, farmácia, dentre outros. No Brasil, o tema segue as diretrizes e os princípios do Conselho Federal de Medicina e dos Conselhos Regionais de Medicina, sob risco do profissional médico incorrer em infração ao Código de Ética Médica.

Por Márcia Wirth

(reprodução autorizada com créditos)

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