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A arte de se relacionar bem com todos os seus públicos

15 de julho de 2011

Embora não seja possível identificar uma receita única de políticas de comunicação nas empresas de sucesso, existe algo comum em todas elas: a comunicação organizacional é tratada como área estratégica e localiza-se administrativamente ao lado da direção da empresa. E por que deve estar no nível estratégico? É necessário um olhar sistêmico, de conjunto, para que se desenvolvam políticas de comunicação sintonizadas com os direcionamentos estratégicos da organização e que tragam equilíbrio entre os interesses da empresa e os de seus públicos de relacionamento. Todas as organizações têm uma história e uma trajetória.

A atividade da comunicação organizacional não pode ignorar estes dois fatos: “de onde vim e para onde quero ir”… A assessoria de comunicação corporativa precisa, pois, nos dias atuais, assumir a dimensão estratégica em sua plenitude, extrapolando os limites operacionais, o que implica em estar articulada com o trabalho global de comunicação da organização, pautando-se pelo planejamento estratégico da corporação.

O relacionamento de uma organização com seus públicos de interesse tem se caracterizado, nos últimos anos, por sucessivos desafios. O rol de públicos de uma organização não compartilha, necessariamente, das mesas perspectivas, não defendem os mesmos interesses e, quase sempre, precisam ser acessados por canais e processos de interação que exigem formatos e conteúdos bastante específicos. Com alguma freqüência, uma mesma organização se relaciona com públicos que, para determinado tema, sustentam posições antagônicas ou pelo menos não coincidentes.

É difícil, portanto, compatibilizar os discursos empresariais com estas visões múltiplas, estimuladas certamente pela oferta generosa de informações oferecida ao homem moderno. Episódios recentes da história brasileira e mundial, no campo empresarial e político, especialmente no caso brasileiro, estimularam a avaliação da conduta ética das organizações, sejam elas públicas ou privadas, evidenciando a disposição da mídia e da opinião pública para penalizar aquelas que ousam sobrepor seus interesses aos interesses públicos.

Neste sentido, as assessorias de comunicação antes de irem a campo, devem orientar seus clientes para as vantagens de um relacionamento sadio e transparente com seus públicos de interesse, desestimulando quaisquer desvios em relação ao padrão ético tido como referência. As assessorias de comunicação devem se transformar para transformar o mundo…

O relacionamento com os públicos, para as organizações modernas, deve ser planejado, pensado e conduzido como uma ferramenta de inteligência empresarial. Numa sociedade plural, que se comunica intensamente, que repudia os monopólios e valoriza a divergência e a diversidade, a comunicação baseada nas relações pessoais e no tráfico de influência não têm mais vez. É necessário preparar os novos gestores da comunicação, profissionais com novos valores, inclusive, pessoais.

Por Márcia Wirth
(reprodução autorizada com créditos)

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